Guarda-chuvas deveriam ser como bicicletas em Amsterdã: ninguém é dono do seu. Você, quando precisasse, pegaria um em algum lugar público, se protegeria da chuva e, quando chegasse o Sol, deixaria em algum outro lugar pré-determinado para que o próximo coitado - como você foi em um dia de tempestade - não se molhe.

Sim, na minha opinião, os guarda-chuvas deveriam funcionar desse jeito. Livres e soltos como as bicicletas holandesas. Não se pode ter apego a um guarda-chuva. Ele simplesmente não merece.

Por quê? Porque todos nós já perdemos um ou mais de um ao longo da vida.

Baseado nessa verdade absoluta e molhada, eu lanço uma pergunta aos meus amigos-leitores do Briefing Com Fritas.

Uma pergunta que você já deve ter ouvido da sua mãe, pai, marido, namorada, amante ou colega de trabalho. Eu, até hoje, não obtive a resposta certa, se é que ela existe de fato.

Como o dia aqui, no Rio, amanheceu uma bosta, feio, frio e chovendo muito, eu gostaria de saber:

“Se todos perdem o seu, para onde vão os guarda-chuvas?”

Aguardo a sua resposta. E o seu guarda-chuva.

Um grupo de amigos entra em um pub irlandês. A idéia era conversar, botar o papo em dia e, é claro, botar a bebida em dia também. Mas beber algo mais forte, encorpado. Por isso, a escolha do pub.

Os amigos olham o cardápio e, previsivelmente, pedem uma Guinness, a mais famosa irish stout. Mais Dublin, impossível.

Um dos amigos, do contra, não se entrega ao óbvio. Se a idéia era beber algo diferente, vamos ao diferente. Ele olha o cardápio e vai passando por cada bebida com o dedo. O dedo pára. Era essa. O nome impressionava. E olha que ele ainda não estava sob o efeito alucinógeno do álcool.

Homem: “Garçonete, por favor!”

Garçonete: “Sim, pois não?”

Homem aponta para o cardápio e diz: “Eu quero um…Cunilingus King.”

Garçonete: “Pequeno, médio ou grande?”

Homem aposta no escuro e diz: “Grande, claro.”

A garçonete sai de cena.

Minutos depois, surge um homem afro-descendente alto, forte e com cara de poucos amigos. O sujeito, uma mistura de Mike Tyson com Shaquille O’Neal, traz uma bebida esquisita nas mãos.

Os amigos, que conversavam animadamente, páram. Silêncio absoluto. Uma gota de suor brota do rosto do amigo que esperava pela bebida.

Garçom com cara de poucos amigos, misto de Mike Tyson com Shaquille O’Neal, fala: “Quem pediu um Cunilingus King!?!”

Silêncio sepulcral.

O amigo, alvo da pergunta, gagueja e sussurra com muito medo: “Eu, eu, eu…”

Myke O’Neal: “Eu o quê?”

Amigo: “Eu não bebo.”

É o assunto do momento.

A lei de tolerância zero ao motorista que dirige alcoolizado já fez centenas de pessoas perderem a carteira. O novo bafômetro, digital, vai permitir que a polícia seja ainda mais precisa na quantidade de álcool ingerida pelo bebum. Eu, particularmente, acho essa lei fundamental para a sobrevivência dos adolescentes, que abusam da sorte e do vigor físico de seus anjos da guarda. Que essa lei ela, ao contrário dos que dirigem embriagados, não morra nunca.

Mas esse não é o meu ponto.

Meu blog não foi criado para ser um libelo a favor de nada a não ser do mundo torto, surreal e divertido que vivemos.

Nesse mundo, eu imagino que exista um público muito específico, super definido, que esteja se retorcendo por conta dessa lei que entrou em vigor: as barangas.

Como é que essas mulheres menos providas de beleza (versão politicamente correta e careta) serão vistas pelos homens que não bebem? Será que elas serão vistas? Não se sabe ao certo. Certo mesmo é o efeito embelezador inegável do álcool. Sem ele, o que será dos canhões? Como essa espécie, também filha de Deus, se perpetuará?

Não sei não. A lei de Tolerância Zero ainda corre o risco de ganhar o apelido de Baranga Zero.

Eis a mínima do dia. Essa verdadeira pérola da nossa literatura foi proferida por um profissional (sic) após ver a alteração feito em um projeto de concorrência.

“Isso vai dar um plus a mais, que só vem para somar e acrescentar ao trabalho da nossa companhia.”

Avenue des Champs Elysees, Paris.

Na avenida mais iluminada da Cidade-Luz, um brasileiro ávido pelo o que existe de mais novo na tecnologia da comunicação, procura uma loja da Apple. A notícia do lançamento do novo iPhone 3G, mais rápido, mais fino e mais barato, havia deixado esse brasileiro mais louco. Ele não poderia voltar para o Brasil sem se dar esse mimo.

O brasileiro procura por uma Apple Store por toda a Paris. Vai até o Carroussel do Louvre. Nada. Vai até a Blvd. Saint Germain. Nada. Vai até o Marais. Nada. Vai até o Hotel de Ville. Nada. Desesperado, o brasileiro volta para a Champs Elysees. Se existe uma Apple Store em Paris, ela estaria ali.

O brasileiro, cansado de tanto flanar, senta em um café. Taça de vinho tinto. Água. Outra taça de vinho tinto. Garçom, a conta. E uma idéia, por favor: “Você sabe onde tem uma Apple Store por aqui?”

O garçom olha para a avenida e diz com confiança: “Apple Store? Ali.”

O brasileiro não se conteve de tanta felicidade. “Onde? Onde?”, ele pergunta, indócil como uma criança prestes a abrir um presente.

O garçom aponta para o outro lado da rua: “Ali.”

O brasileiro olha para o outro lado da rua e vê a “Apple Store”: uma lojinha de frutas e verduras.

Merci beaucoup.

Nota profissional para os leitores neófitos do Briefing Com Fritas: eu sou redator publicitário por formação e, hoje, ocupo a presidência e a direção de criação de uma das principais agências de publicidade do país, a Agência3.

Nota pessoal para os leitores neófitos do Briefing Com Fritas: eu tenho uma filha de 3 anos, a Manuella.

Fim das notas e início do post.

Esse ano, a minha agência e eu conquistamos um Leão de Prata no Festival de Cannes. O maior e mais importante festival de propaganda do mundo. Cannes é considerado (sic) o “Oscar” da publicidade.

Como eu ia escrevendo, minha agência conquistou um Leão. O único do Rio. Prêmio dificílimo, disputadíssimo, esse tal de Cannes. E, um prêmio como esse, merece ser muito comemorado.

Eu estava dirigindo pela Riviera Francesa quando decidi ligar para a Manú, minha filha de 3 anos, para contar que havia conquistado o prêmio.

Alvinho: “Alô? Manú? Oi, Manú! É o papai. Tudo bem com você, filha?”

Manú: “Oi, pai. Tudo bem…tô com sono…”

Alvinho: “Oi, Manú! O papai está morrendo de saudades de você, filha!”

Manú: “Oi, pai. Tô vendo Discovery Kids…”

Alvinho: “Manú, o papai ganhou um Leão! Papai está muito feliz!”

Manú: “Um leão? O bicho, papai?!?”

Alvinho: “É…é…é o bicho, Manú.”

Casal jovem de namorados caminha pelas ruas de um aprazível bairro do Rio de Janeiro. Lindos, feitos um para o outro, o casal de namorados flana de mãos dadas após um jantar despretensioso perto da casa deles.

A namorada entre uma passada e outra, se vira para o namorado e pergunta românticamente:
“Como é que nasce um joanete?”

O namorado chega a engasgar com o jantar que nem havia começado o seu processo de digestão.

Ela repete:
“Amor, como é que nasce um joanete?”

O namorado responde ou, pelo menos, tenta, uma vez que joanete não era bem a sua especialidade.

A namorada não satisfeita em saber como nasce um joanete, parte para a segunda pergunta:
“Joanete pode operar?”

O namorado, longe de ser um joanetólogo diz que sim.

A namorada suspira e declama:
“Que bom…porque eu acho que vou ter joanetes.”

O amor é lindo. E calejado.

Eu não tenho desculpas. Quer dizer, até teria. Bastaria inventá-las. Não seria difícil para um redator como eu. Mas esse não é e nunca foi o objetivo desse blog. Mentir nunca. Por isso, amigos e leitores e amigos-leitores do meu blog, independente do motivo do hiato, eu estou de volta. É a segunda pausa que eu dou (ou teria dado a vocês?) ao Briefing Com Fritas. Espero que seja a última. Pelo menos, a última do ano. Como eu disse no título desse post, que o meu blog pare e ande. Mas parar de vez, só se eu escrevesse de São Paulo.

Garota na fila da imigração americana.

Era a primeira vez dela na terra do Tio Sam. E a garota começaria a sua visita em grande estilo: Nova York era a sua porta de entrada.

O policial da imigração olha para o passaporte da jovem, verifica a foto, olha para ela e pergunta:

“It’s your first time in the U.S.?”

A garota fica vermelha diante de tamanha intimidade e responde o que acha ter ouvido do oficial:

“In my ass !?!?”

Pano rápido.

Quebrar pilhas de tijolos com as mãos é coisa do passado. Esse faixa-preta usa apenas o bafo.