Guarda-chuvas deveriam ser como bicicletas em Amsterdã: ninguém é dono do seu. Você, quando precisasse, pegaria um em algum lugar público, se protegeria da chuva e, quando chegasse o Sol, deixaria em algum outro lugar pré-determinado para que o próximo coitado - como você foi em um dia de tempestade - não se molhe.
Sim, na minha opinião, os guarda-chuvas deveriam funcionar desse jeito. Livres e soltos como as bicicletas holandesas. Não se pode ter apego a um guarda-chuva. Ele simplesmente não merece.
Por quê? Porque todos nós já perdemos um ou mais de um ao longo da vida.
Baseado nessa verdade absoluta e molhada, eu lanço uma pergunta aos meus amigos-leitores do Briefing Com Fritas.
Uma pergunta que você já deve ter ouvido da sua mãe, pai, marido, namorada, amante ou colega de trabalho. Eu, até hoje, não obtive a resposta certa, se é que ela existe de fato.
Como o dia aqui, no Rio, amanheceu uma bosta, feio, frio e chovendo muito, eu gostaria de saber:
“Se todos perdem o seu, para onde vão os guarda-chuvas?”
Aguardo a sua resposta. E o seu guarda-chuva.