Amigos-leitores do Briefing Com Fritas: a partir de hoje, 14 de agosto, o meu blog estará hospedado no servidor da minha agência de publicidade, a Agência3. Por isso, a partir de agora, acessem apenas www.briefingcomfritas.com.br para lerem os novos posts. Aliás, novos posts já estão lá. Tem um que fala sobre a evolução do celular, tem outro que fala sobre a evolução da traição. Não se esqueça: o site briefingcomfritas.wordpress.com não será mais atualizado com as besteiras que eu escrevo. Obrigado. Não se esqueça: www.briefingcomfritas.com.br
Eu confesso já ter ouvido de tudo nessa vida (profissional). Eu me refiro às desculpas (profissionais) para justificar um atraso ou uma falta ao trabalho. Normal. Eu mesmo já dei as minhas. Todas super bem intencionadas. Nem sempre a verdade – eu disse nem sempre – é a melhor opção para ser dita ao chefe.
“Onde você estava? Por que faltou ontem?”
“Porque eu acordei, vi o puta sol que estava fazendo, e decidi ir à praia.”
Não, não é legal. Nesses casos, mate a avó pela quinta vez. Fure o oitavo pneu do seu carro zero. Faça a extração do seu vigésimo ciso. Mas praia, definitivamente, não é legal.
Dia desses, eu ouvi uma das melhores. Se mentira tivesse ranking, ela estaria entre as top 5. Fácil.
“Desculpe aí. Eu não vim ontem porque achei que as minhas férias tinham começado.”
O conjunto originalidade-canastrice-cara-de-pau é imbatível.
E você? Qual foi a sua melhor mentira para faltar ao trabalho? Avós, pneus e dentes não serão computados.
Se os aviões, se os carros e helicópteros blindados, se os coletes à prova de balas, se os objetos que merecem e oferecem proteção, fossem criados com o mesmo material que são feitas as ex-mulheres, o mundo seria outro. Ex-mulher não morre.
Leis são criadas para serem seguidas. Verdade inquestionável.
Questionável mesmo é a arbitrariedade com que algumas dessas leis são aprovadas. Mais questionável ainda é a funcionalidade dessas leis. A que deu origem a esse post indignado é uma delas.
A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou, na semana passada, um projeto de lei que proíbe qualquer tipo de publicidade voltada para a criança. Independente do horário ou da mídia. Independente se a mesma tenha sido criada para ofertar produtos ou oferecer serviços ao público infantil, adolescente ou adulto. Resumindo: a publicidade de qualquer produto ou serviço deverá sempre ser dirigida ao público adulto.
Mais que isso, na verdade: crianças também estarão proibidas de fazer comerciais.
Esse projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
A pergunta que fica é: para onde vai a publicidade? Para onde vão os publicitários? Para onde vai a liberdade de expressão?
Eu não sei se você amigo-leitor do Briefing Com Fritas sabe, mas é através dos anunciantes (e de suas agências de publicidade) que veículos como jornais, revistas, TVs, conseguem viabilizar o seu acesso à informação. É através dos anúncios que os preços praticados por esses veículos são mais acessíveis ao seu bolso (sic). É também através dos anúncios que os mesmos conseguem pagar os salários dos grandes profissionais que fazem esses veículos…grandes.
Será que o caminho é mesmo a censura? Será que o governo não poderia usar o talento da publicidade brasileira, reconhecidamente uma das melhores do mundo, para criar campanhas educacionais?
Eu estava aqui, me lembrando dos quadros renascentistas, enquanto escrevia esse post. Neles, as crianças eram retratadas como pequenos adultos. Será que caminharemos para isso?
Peço desculpas aos meus amigos-leitores do Briefing Com Fritas pelo texto sem graça. O tema é que é uma piada.
De 15 em 15 dias, Manú, minha filha de 3 anos e também fonte inspiradora para o Briefing Com Fritas, fica comigo, na minha casa.
No último final de semana, ela estava comigo. Junto com a Manú, veio a Josefa, sua babá-segurança-melhor-amiga-com-mais-de-50-anos.
Ainda no último final de semana, a avó da Manuella, que vem a ser, por coincidência, minha mãe, também estava na minha casa. Vó babona que é, Dona Mara queria aproveitar ao máximo, o pouco tempo que tem ao lado da netinha.
Domingo de manhã. Eu sento e começo a fazer o cheque para pagar a babá. Manú, curiosa como toda criança, senta no meu colo e observa o que eu faço. Mais que uma boa observadora, Manú é uma excelente questionadora.
Manú: “O que você está fazendo, papai?”
Eu: “Papai está fazendo um cheque, filha.”
Manú: “O que é um cheque, papai?”
Eu: “Cheque é um papel que nós usamos para pagar por coisas…é como dinheiro, filha. Esse cheque, por exemplo, o papai está fazendo para a Josefa.”
Manú: “Por que, papai?”
Eu: “Porque a Josefa está aqui, na casa do papai, cuidando de você, brincando com você…”
Manú: “E você vai fazer um cheque para a vovó Mara também, papai? A vovó Mara tá brincando comigo…”
Inverno em Itaipava, região serrana do Rio de Janeiro.
Céu azul sem nenhuma nuvem. Dia lindo, típico da estação.
Numa das belíssimas casas da região, um homem de 30 e poucos anos decide, depois de muito relutar, dar um mergulho na – também belíssima – piscina.
Ele suspira fundo e mergulha naquela água estupidamente fria.
Mas o homem não quer sofrer sozinho. Por isso, ele finge ter gostado do mergulho, apesar dos membros inferiores do seu corpo, submersos, estarem quase necrosando de tanto frio.
O homem, com a boca “lilás-defunto”, chama os amigos que estão no jardim conversando para darem um mergulho. Ninguém quis, obviamente.
O homem fica ali, tentando se conformar com a decisão do mergulho como se ela fosse a mais acertada.
Essa é a melhor definição para casamento que eu já vi na vida.
Fila do check in no aeroporto.
Homem, na fila, com o seu e-ticket, fala com o atendente da companhia aérea.
Passageiro: “Bom-dia, eu tenho um bilhete para São Paulo.”
Atendente: “Pois, não. Posso ver o número da sua reserva, senhor?”
Passageiro: “Aqui…”
Atendente: “Ok…hmnn…posso ver um documento do senhor?”
O passageiro entrega a sua carteira de habilitação.
O atendente olha para o documento, confere as informações e diz para o passageiro:
“Senhor, eu estou vendo aqui que a sua carteira de habilitação está vencida…”
O passageiro responde sem alterar o tom de voz:
“Mas eu não pretendo pilotar o avião.”
É….ahhh…hmnnn….boa viagem.
Um estudante de publicidade consegue marcar uma hora na agenda do diretor de criação de uma grande agência.
Tudo o que o estudante queria era ter um contato mais próximo com esse profissional que ele tanto admirava. Ele, o estudante, não deixaria uma oportunidade daquelas passar em branco. Não, ele. Por isso, o estudante separou seus trabalhos de faculdade e montou o seu primeiro portfólio.
O grande dia havia chegado. O estudante chegou bem cedo. Primeira impressão é tudo.
A secretária leva o jovem até uma das salas de reunião da agência. Oferece café e água, que foram devidamente recusados. Vai que ele derrama sobre o portfólio. Pior: vai que ele derrama sobre o diretor de criação. Não. Nunca. Jamais. Boca seca.
O diretor de criação entra na sala.
Publicitário: “Oi, muito prazer. Tudo bem? O que te traz aqui, na minha agência?”
Vai garoto. Essa é a sua deixa. Mostre que você é criativo e garanta o seu lugar no mundo do glamour e do brilho da publicidade.
Estudante: “Eu? Eu sempre quis trabalhar com uns caras assim…’black-belt’, tipo faixa-preta que nem você, saca?”
Publicitário: “Como?”
Estudante: “É, bro. Eu curto muito esse lance de dropar as ondas da criatividade…e, aqui, com um faixa-preta que nem você, eu vou fazer isso. Com cerveja…”
Sem mais no momento, despeço-me.