Homem apaixonado convida a namorada para jantar.
O homem, para impressionar quem o impressiona, escolhe o melhor restaurante possível. Nesse momento, dinheiro não é problema. Sobretudo para um homem como ele. Sobretudo para uma mulher como ela.
E assim foi.
Os dois chegam ao restaurante, topo do ranking dos mais respeitados guias de gastronomia existentes.
Mas a melhor mulher do mundo (sic) merece mais. Além do melhor restaurante, o melhor champagne, a melhor entrada, o melhor prato e, na modesta e imparcial opinião do homem, a melhor companhia.
O jantar corre como tem que correr. Correr não, flanar. Tudo calmo, harmonioso, perfeito, agradável.
Até que o garçom traz a estrela da noite: a comida. Comida é até pouco para definir o que era aquilo. Um verdadeiro banquete aos olhos e ao paladar.
O prato pedido pelo namorado é uma obra-de-arte. Ele, todo apaixonado, oferece o “quitute” para que a sua alma gêmea prove.
O clima é irretocável. E, o romance, transborda no ar.
A namorada vai emitir a sua opinião sobre o prato. O namorado pisca os olhos fora de compasso, como o seu coração.
Ela:
“Cuidado, hein, o que arde para entrar, arde para sair…”

3 comments
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Janeiro 7, 2008 às 6:25 am
Ruga
Como diria Eurípedes: as palavras da verdade são simples.
E no caso em questão, excessivamente claras.
Janeiro 16, 2008 às 9:32 pm
mirabelle
hahahahaha
adorei
;*
Janeiro 17, 2008 às 7:42 pm
Ana
É muito casca-grossa pra jantar com um homem como esse! Isso é comentário de uma mulher sem classe nenhuma. Mesmo que o grau de intimidade entre os dois fosse total, que se conhecessem há 15 anos, uma ocasião como essa, pede um pouco mais de charme nas palavras. E o pior é que isso não acontece só na ficção, não. O que tem de homem educado, de nível intelectual elevado, que sai com “qualquer uma”, é impressionante.