Homem apaixonado convida a namorada para jantar.

O homem, para impressionar quem o impressiona, escolhe o melhor restaurante possível. Nesse momento, dinheiro não é problema. Sobretudo para um homem como ele. Sobretudo para uma mulher como ela.

E assim foi.

Os dois chegam ao restaurante, topo do ranking dos mais respeitados guias de gastronomia existentes.

Mas a melhor mulher do mundo (sic) merece mais. Além do melhor restaurante, o melhor champagne, a melhor entrada, o melhor prato e, na modesta e imparcial opinião do homem, a melhor companhia.

O jantar corre como tem que correr. Correr não, flanar. Tudo calmo, harmonioso, perfeito, agradável.

Até que o garçom traz a estrela da noite: a comida. Comida é até pouco para definir o que era aquilo. Um verdadeiro banquete aos olhos e ao paladar.

O prato pedido pelo namorado é uma obra-de-arte. Ele, todo apaixonado, oferece o “quitute” para que a sua alma gêmea prove.

O clima é irretocável. E, o romance, transborda no ar.

A namorada vai emitir a sua opinião sobre o prato. O namorado pisca os olhos fora de compasso, como o seu coração.

Ela:

“Cuidado, hein, o que arde para entrar, arde para sair…”