Garçom atento é assim: não apenas presta o serviço da melhor maneira possível. Ele quer que o cliente tenha a melhor experiência da sua vida enquanto estiver naquele estabelecimento, sob o seu atendimento. Só assim, o garçom terá a certeza de que o cliente voltará. Voltará e trará novos clientes. E novas gorjetas. Foi assim, com esse pensamento, que eu aprendi uma nova expressão na língua portuguesa. Uma expressão que eu divido com vocês, leitores do Briefing Com Fritas.
Gosto de uma boa caipivodka. Gosto das ruins também, mas não peço outra, pelo mesmo motivo.
Voltando: gosto de uma boa caipivodka. O garçom que me atendia percebeu os meus olhinhos brilhando quando encontrei o portfólio de caipirinhas no cardápio.
Garçom:
“Vejo que o senhor gosta de caipirinhas. A especialidade da casa é uma caipiroska de caju preparada com Absolut. É a mais pedida. Se o senhor quiser, eu preparo uma, de cortesia…açúcar ou adoçante?”
Agradeço a gentileza e aceito. A idéia me parecia boa e eu ainda não havia experimentado tal elixir.
O garçom traz o drink. Eu experimento. A caipivodka, super-mega-ultracarregada no caju, estava ácida demais. Minha boca fica mais seca que o sertão nordestino e mais ardida que queimadura de terceiro grau.
O garçom olha para a minha “expressão de contentamento pós-caipivodka de caju” e diz com um sorriso no rosto:
“É assim mesmo, patrão. Depois que você bebe, ela fica…’pedindo saliva’…não tá ‘pedindo saliva’? Hein? Hein?”
Eu não conseguia falar.

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