Amigos leitores do Briefing Com Fritas: confesso ter pensado por alguns minutos antes de publicar esse post. Sim, porque ele revela um dos truques mais ancestrais praticados pelos namorados. O bom e velho “vamos assistir a um filminho no sofá?” Sofá esse da casa dos pais. Dos pais da namorada. Enfim, eu pensei, pensei, pensei e dispensei a moral.

Ana e Gui são namorados adolescentes. Aquela fase em que qualquer lugar serve para dar um amasso (que palavra menos adolescente para descrever um ato adolescente) e qualquer ponto do corpo dá mais choque que dedo em tomada.

Ana convida Gui para assistir a um filme no DVD da sala de sua casa. Sim, da sala. Os pais de Ana jamais permitiriam que eles se trancassem no quarto. Gui aceita. Os pais de Ana aceitam.

Assim que os créditos iniciais do filme surgem na tela, os pais de Ana recebem um telefonema inesperado. A avó da adolescente passa mal e eles precisam ver o que está acontecendo com a pobre e doce velhinha.

Excelente.

Não, não foi excelente a avó da Ana passar mal. Excelente era a oportunidade dos dois passarem algum tempo juntos sem o olhar fulminante do pai.

Os pais dela saem. Mas deixam rígidas regras de conduta aos dois jovens. Regras é claro que foram dadas para serem rigidamente quebradas.

Gui aperta o botão “pause” do DVD e um outro filme bem mais picante começa. Ao vivo.

Duas horas depois, os pais de Ana voltam. Felizmente, a vovó passa bem. Coisas da idade.

Os dois se recompõem no sofá, ajeitam as roupas e as almofadas. Gui aperta o botão “play” do DVD e libera o filme no mesmo ponto em que pararam horas atrás.

Ana olha para os pais, abre um largo sorriso e diz em tom convidativo:

“Pai! Mãe! Que bom que vocês chegaram! O filme já vai começar!!!”