Bosco é um arquiteto em início de carreira.

Bosco, além de ser um arquiteto, é um exímio imitador. Daqueles que consegue reunir um número impressionante de pessoas, de graça, apenas para vê-lo imitar vozes e trejeitos de famosos. Bosco realmente tinha talento para a coisa.

Numa segunda cinzenta como a de hoje, Bosco, sem muita paciência para entregar o projeto de um quarto e sala em Macaé, começa o seu one man show. As pessoas no escritório começam a rir e se agrupar, perto da mesa de Bosco.

Bosco Sílvio Santos: “Quem  quer projeto?!? Quem quer projeto?!?!  Arrai!”

Bosco Djavan: “Luz das estrelas, braço do infinito…gosto de Macaé um tanto assim…”

Bosco Pelé: “Esse projeto é muito chato, entende?” 

Bosco Romário: “É…peixe…Macaé tem noite? Se tiver, o quarto e sala vira quarto e boite…” 

Bosco Faustão: “Ôrra meu, que trabalho chato…ô loco!” 

E Bosco seguia com a sua série de imitações. E os colegas do escritório seguiam gargalhando. Até o momento em que o chefe do escritório passa pelo grupo para entender o que estava acontecendo por ali.

Chefe: “Bosco, você sabe imitar muita gente?”

Bosco, orgulhoso por ter mais esse talento reconhecido pelo chefe, sorri e diz: “Sei sim, chefe. Não tem ninguém que eu não saiba imitar.”

O chefe então conclui: “Então, Bosco, imita o Niemeyer e termina logo a porra desse projeto!”