Ele era um sujeito correto. Correto até demais. Daqueles que têm fala mansa, abaixa a cabeça quando passa pelo chefe, daqueles que põe a camisa para dentro da calça e reparte o cabelo de lado, sabe? Ele era o estereótipo do certinho, na pior definição possível.
Dia desses, indagado sobre a sua postura super-conservadora, pelos amigos, todos filhos da puta, brincalhões e, por isso, na condição legal de pegar no pé dele, ele responde.
“Eu não sou careta, gente. Eu só não sei pentear o cabelo de outro jeito.”

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